EXHIBITIONS

Lisbon Show 2012

Exposição cooperativa Árvore September 2017

TIME LINE (cronologia) é um título apropriado quando se considera a evolução do trabalho de um artista ao longo de várias décadas. A consistência da Nettie tem sido o aspecto central do seu estilo através das inevitáveis modificações trazidas pelo tempo e pelo espaço. Sinto que a sua produção tem sido sempre uma resposta ao estímulo causado por sítios específicos, tendendo a um aumento de abstracção, cujo tratamento passa por extraordinários requintes da técnica de desenho. Há ainda, claro, o estímulo interno; a recente série Ageeing/Envelhecendo é presumivelmente autobiográfica e observante. Estes desenhos parecem surpreendentemente expandir o seu raio de acção e o seu envolvimento.
Lembro algumas paisagens que a conduziram a um trilho de compromisso com um padrão na página enquanto representava aspectos do visível. Uma vista de um ponto alto em Sussex que se focava no horizonte distante ao mesmo tempo que se soltava da topografia mais próxima por meio de linhas desenhadas a lápis de forma muito livre. Canaviais de Suffolk e delicadas mudanças na ondulação da terra/do solo/do campo. E nestes, o uso de espaços entre as linhas assemelha-se a pausas na música que nos levam aos sons – no seu caso à vista/às vistas/à paisagem. Um crítico, numa das suas primeiras exposições, observou com justeza/acuidade que o nosso coração fica empolgado/estremece como se, virando uma esquina, déssemos com uma vista pela primeira vez.

A.J. Burnett

TIME LINE is an appropriate title for consideration of the evolution over several decades of an artist’s work. Nettie’s consistency has been a central aspect of her style through the inevitable modifications of time and also of place. I feel her response has always been the stimulus of specific locations, its tendency thereafter to increasing abstraction, its treatment throughout in extraordinary refinements of drawing technique. There is of course internal stimulus, too; the recent Ageing series is presumably autobiographical as well as observant. These drawings seem to expand her range and implication quite astonishingly.
I recall some of the landscapes that prompted her engagement with pattern on the page while representing features of the seen. A high view in Sussex that tightened focus on the distant horizons while loosening the nearer topography into very free pencil-lines. Suffolk reed-beds and delicate shifts in the undulating land. Portuguese pine-forests. And in these the use of space between the lines is rather like the pauses in music that draw one into the sounds – in her case the sights. A reviewer of one of her early exhibitions acutely observed that the heart is lifted as if one turns a corner and sees a view for the first time.

A.J. Burnett

Grafite s/ tela c/ fio d'ouro e spider tissue suportado por madeira e latão 147 x 122 cm
Grafite s_ tela c_ fio d'ouro 100 x 100 cm
Grafite s/ tela c/ fio d'ouro e spider tissue suportado por madeira e latão 147 x 122 cm
Grafite s/ tela c/ fio d'ouro 163 x 200 cm
Grafite s/ tela c/ fio d'ouro e spider tissue suportado por madeira e latão 147 x 122 cm
Grafite s/ tela c/ fio d'ouro e spider tissue suportado por madeira e latão 147 x 122 cm
Grafite s/ tela c/ fio d'ouro e spider tissue suportado por madeira e latão 147 x 135 cm
Grafite c/ pigmento puro 147 x 122 cm
Grafite c/ pigmento puro 147 x 122 cm
Grafite c/ pigmento puro 147 x 122 cm
Grafite c/ pigmento puro 147 x 122 cm
Acrílicos c/ chumbo, resina, spider tissue e grafite Várias dimensões
Pratos originais
Travessa original
Grafite c/ pigmento puro 122x83 cm
Grafite c/ pigmento puro 122x83 cm
Grafite c/ pigmento puro 122x83 cm
Saleiro pimenteiro, Taça de chá, Prato pequeno